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‘O pior momento da inflação já passou’, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira que o pior momento do processo inflacionário no Brasil já passou. A prévia da inflação de junho ficou em 12% no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE.

Segundo Campos Neto, os últimos dois números da inflação vieram, pela primeira vez, dentro das expectativas. Ou seja, não houve surpresas de alta nos preços.

— A gente ainda tem no Brasil um componente de aceleração da inflação, mas os últimos dois números foram, pela primeira vez, dentro da expectativa. A gente acha que o pior momento da inflação no Brasil já passou — disse o presidente do BC no X Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal.

Em sua fala, o presidente do BC ressaltou que a discussão sobre inflação se inicia com o tema de energia, como combustíveis, e alimentos, mas que a alta nos preços já está disseminada entre outros produtos, inclusive no Brasil.

Com isso, governos ao redor do mundo e no Brasil tem feito medidas para atenuar essas altas para o consumidor. No caso brasileiro, Campos Neto ressaltou que o governo está estudando algumas medidas e o BC precisa aguardar e entender qual será o efeito delas no processo inflacionário.

De acordo com o presidente do BC, muitos países estão fazendo políticas descoordenadas nesse sentido e isso pode gerar uma queda de investimentos nesses setores.

— Essa falta de coordenação está gerando uma queda em investimento tanto em energia quanto em alimentos. A gente precisa entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, é o setor privado e o governo tem que funcionar, tem que endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas a gente não pode se desviar da prática de mercado, porque afinal das contas é o mercado que produz alimentos e energia — disse Campos Neto.

O governo brasileiro tem pensado em várias medidas para atenuar os preços dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto que impõe um teto na cobrança do ICMS e o governo estuda uma PEC para criação do “Pix caminhoneiro”, ampliação do Auxílio Brasil e do vale-gás.

Além disso, Bolsonaro tem trocado constantemente o comando da Petrobras reclamando dos reajustes nos preços de combustíveis. No domingo, o presidente disse que o novo presidente da empresa, Caio Paes de Andrade, chega alinhado ao governo e fará “radiografia” da estatal.

Alta nos juros

Campos Neto também comentou sobre a alta de juros que está acontecendo em nível global e ressaltou que o Brasil começou antes e está “muito perto de ter feito o trabalho todo”. Recentemente, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, pela 11ª vez seguida e chegou ao patamar de 13,25% ao ano.

— O Brasil está muito perto de ter feito o trabalho todo, alguns outros países estão no meio do caminho, a gente vai ver ainda alguns países subindo bastante os juros e a gente tem que ver o que isso vai gerar em termos de economia mundial. Será que vamos ter recessão mundial? Qual o tipo de desaceleração? — questionou.

O presidente do BC ressaltou que a autoridade monetária vai frear a inflação.

— É importante que o Brasil fez o processo antecipado. Acreditamos que nossa ferramenta é capaz de frear o processo inflacionário e vai frear o processo inflacionário e a gente acha que grande parte do trabalho já foi feito — disse.

Sobre a atividade econômica, Campos Neto ressaltou que o Brasil é um dos poucos países que está tendo revisões para cima das expectativas de PIB.

Na semana passada, o BC elevou sua projeção de 1% para 1,7% de crescimento este ano, apesar da expectativa de desaceleração no segundo semestre por conta dos efeitos da alta nos juros.

— A gente provavelmente terá um PIB forte no segundo trimestre. Obviamente em algum momento tudo que a gente está fazendo vai gerar desaceleração no segundo semestre, mas ainda assim, o crescimento é bastante maior no início do ciclo de ação — apontou.

Fonte: O Globo

 


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